terça-feira, 19 de junho de 2012

Doutrinas sociais do seculo XIX

O liberalismo economico possuia alguns fundamentos basicos. Entre eles podemos afirmar que estao inclusos: propriedade privada, livre iniciativa e livre contratação dos trabalhadores, e a não intervencao do Estado na economia, permitindo a livre concorrência. Acreditava-se que o artesanato era impraticável em larga escala, existindo a opção da divisão do trabalho, que produziria sempre mais por um menor preço. Todas estas ideias foram desenvolvidas principalmente por Adam smith. Alem disso, Smith defenderia que existe uma "mao invisivel a controlar a economia", que seguiria sua jornada por si só. Era contra o mercantilismo, que também era visto com maus olhos por todos os burgueses, que não queriam que existissem monopólios comerciais e barreiras alfandegárias. Porem, as leis trabalhistas eram inexistentes e os salários muito baixos. Foram criadas workhouses, locais onde pessoas desempregadas eram "largadas" em péssimas condicoes. David Ricardo defenderia a lei férrea (que o salario deve ser suficiente apenas ao sustento básico).
Foi criado o darwinismo social, que pregava que as dificuldades da vida das pessoas eram resultado da constante seleção dos mais fortes, sendo os milionários os merecedores do dinheiro que tinham e teriam a tendencia de sempre acumular mais bens.

O socialismo foi dividido em diversas vertentes, partindo das menos para as mais radicais. Pode-se dividir em quatro principais categorias.
- socialismo utópico - defendiam a pequena propriedade, propunham acordos "românticos" a respeito das classes sociais, propondo modelos perfeitos a serem cumpridos para o futuro, e não visavam mudancas reais. Alguns nomes importantes foram: Saint-Simon (divisao em sábios, proprietarios e não proprietarios), charles fourier (falanterios, com propriedades coletivas e a divisao justa da riqueza, além do contato com a natureza, fazendo do homem um ser mais justo) e robert owen (sensibilizado com a situacao dos trabalhadores, forneceu maiores salários a seus trabalhadores, além de assistência e melhores condicoes de trabalho. Não conseguiu disseminar suas ideias)
- doutrina social da igreja - religião como mediadora social. Pediam-se reciprocamente a patrões e operários o devido respeito. Negava a luta de classes e o socialismo. teologia da libertação.
- anarquismo - doutrina que rejeita o dominio do Estado sobre o povo. Teoricos do anarquismo: proudhon (sociedade igualitaria e sem exploracao) e bakunin (utilizacao do terrorismo pela burguesia para derrubar o Estado, obtendo a igualitariedade social)
- socialismo marxista (cientifico) - dividido em 4 principais conceitos:

- materialismo histórico (transformações sociais como resultado das forças economicas) - prega-se nesta teoria que as forcas economicas determinam quem retém o poder e produzem a base socieconomica do país. Esta base gerará a infraestrutura, que juntando-se a elementos de cunho politico, religioso e cultural formarao a superestrutura. Surgiriam de tempos em tempos contradições entre as bases economicas e a superestruturas, havendo o atrito entre ambas e a deflagração de uma "revolucao". Ou seja, quando há mudanca economica, as esferas politicas, culturais e religiosas tendem a ser mudadas por revolucoes causadas pelos proprios ideais surgidos atraves da nova realidade economica
- luta de classes e mais-valia - outro fator da revolucao seria a existencia de uma classe dominante e uma dominada, podendo haver o descontentamento desta ultima, que geraria estas revolucoes. Uma das opressões praticadas pela burguesia era a mais-valia, que nada mais é que a diferenca existente entre o valor do trabalho, ou seja, o valor produzido, e o valor recebido pelo empregado. A diferenca se constituia no lucro da burguesia.
- revolucao socialista - a destruição do capitalismo pelo proletariado instituiria o socialismo, que visaria uma sociedade mais igualitaria. Caberia ao Estado a detenção dos meios de producao e a justa distribuicao. Com o caminhar lento desta sociedade socialista chegaria um momento onde o dominio do Estado desapareceria totalmente, o que constituiria a existencia de um socialismo determinado "perfeito", sendo entao nomeado comunismo. Cada um viveria segundo sua necessidade e segundo sua capacidade. Em resumo, o socialismo é a transição entre o liberalismo e o comunismo.

Marx defendia tambem a existencia da uniao internacional entre os povos para a luta contra o capitalismo. Foram estabelcidas duas reuniões internacionais, marcadas por debates e discórdias. Seria criado mais tarde a teoria do social democrático, que visaria a vagarosa aproximacao do socialismo.

















quinta-feira, 26 de abril de 2012

Resumo viagens na minha terra

http://www.lithis.net/25

http://www.mundovestibular.com.br/articles/4367/1/VIAGENS-NA-MINHA-TERRA---Almeida-Garret-Resumo/Paacutegina1.html

http://www.jayrus.art.br/Apostilas/LiteraturaPortuguesa/Romantismo/Almeida_Garrett_Viagens_na_Minha_Terra_analise_resumo.htm

http://www.abcdamedicina.com.br/viagens-na-minha-terra-almeida-garrett-resumo-caracteristicas-livro.html

domingo, 22 de abril de 2012

Independencia do Brasil e america espanhola, e primeiro reinado

Independência da América espanhola
As elites criollas (da América) encontraram no iluminimo o ideal que lhe trariam autonomia. desejavam livre concorrência no comercio e o fim dos governos tirânicos. com o desenvolvimento do capitalismo, o pacto colonial se tornou inviável, uma vez que a Inglaterra, principal fornecedora, e as colônias eram prejudicadas, enquanto a metrópole era beneficiada. acontecimentos como a revolução francesa, com a ascensão de Napoleão trouxeram o bloqueio continental, que arrasou a economia ibero-americana, alem do que a colocação do irmão de napoleao no trono também causou enormes revoltas e a revolução industrial, alem de independência dos EUA, que serviu de exemplo. A imposicao da republica neste pais trouxe o fascínio pelas ideias republicanas, e juntamente com os ideiais iluministas influenciaram decisivamente na independência das colônias espanholas. Com a ajuda inglesa tudo se efetivaria, esta que queria "inundar" a america de seus produtos de modo direto.

No inicio do século xix o império espanhol era dividido em dois: 4 vice-reinos (nova granada, prata, peru e nova Espanha) e 4 capitanias (cuba, Guatemala, Venezuela e Chile). Todos os cargos administrativos eram dados aos chapettones (espanhóis legítimos). existia o monopólio comercial, que obrigava as elites coloniais a vender a preço baixo e comprar a preços caros. o fim deste monopólio interessava não só à elite, mas à burguesia inglesa, ansiosa pela expansão de seu mercado consumidor. as divergências econômicas entre chapettones (apoiados pela Espanha) e criollos (apoiados pela Inglaterra) foi a luta principal da independência. Neste momento o poder era dividido em duas grandes organizações administrativas: cabildos (judiciário) e audiências (administrativo). Com o tempo as audiência tomaram o poder dos cabildos.

a independência foi dividida em três períodos:
- movimentos precursores - movimentos em sua maioria esmagados, mas que foram importantes para o enfraquecimento do poder da dominação colonial. três importantes foram: tupac amaru (peru), Francisco Miranda (Chile) e Haiti (escravos se libertaram do domínio francês). Com a tomada do trono por José bonaparte, tanto Espanha e elites criolla defenderam a volta do verdadeiro rei ao poder inicialmente, porem, com o tempo, as elites criollas evoluíram para posições emancipacionistas.
- fase da derrota - nesta fase as rebeliões foram massacradas pela Espanha, uma vez que não tinham apoio estrangeiro. dois são os motivos: Inglaterra e franca estavam em guerra e EUA não quis dar apoio. Um outro seria a adesão popular, mal vista por ingleses, que temiam uma independência do povo, que fosse auto suficiente.
- com o fim do domínio de Napoleão sobre a Europa e com a maior forca da elite criolla na revolução, houve a retomada da independência com total força pelas colônias espanholas. no domínio de Simon bolívar e José de San Martin, vários países tiveram suas independências efetivadas. o domínio do exercito de libertação foi dado a Simon bolívar. Com a doutrina Monroe (América para os americanos), foi determinado fim de qualquer eventual tentativa de intervenção militar ou colonizadora européia da santa aliança.

em 1826, Simon bolívar iria convocar a conferencia do Panamá, para tentar a criação de uma confederação pan-americana. Porem, os interesse da Inglaterra, EUA e das elites se chocavam com a unicidade, o que causou atritos e a desfragmentação da América espanhola em dezenas de pequenos países, governados pelos criollos, não só por isso, mas pela grande heterogeneidade econômica e grande divisão política. mais tarde, seria discutida a ideia de unicidade novamente.

as principais conseqüências da independência seriam
- conquista da independência política
- a divisão política
- dependência econômica da Inglaterra, produzindo matéria prima e importando produtos manufaturados.
- permanência de velhas estruturas herdadas do passado colonial

alguns casos
- Paraguai - liderados por José Gaspar Francia, o pais se tornou independentes, e José seu primeiro presidente. logo após esse processo, houve a briga entre latifundiários (que queriam descentralizar o poder) e o governo central, vencido por este ultimo. os latifúndios foram tomados e constatados como haciendas del Estado. Com o tempo, o Paraguai começou a se desenvolver economicamente, o que não agradou a Inglaterra, que em união com brasil e a argentina, destruíram-no.
- Haiti - revolta de escravos tomou o poder e foi repelida qualquer eventual igualado francesa e européia, com toussaint-louverture. Mais tarde, a França prenderia toussaint e tentaria a recolonizacao, não conseguida no entanto. A revolta de independência foi basicamente popular. porem, a economia ficou muito fragfilizada e o sistema democrático não conseguiu se firmar.
- México - a camada popular rural desejava acabar com a escravidão, a igualdade de direitos e o fim dos privilégios elitistas. teve como lideres Miguel Hidalgo, Vicente Guerrero e padre Morelos. tentou-se a recolonização, mas o general que havia conseguido se juntou com Miguel e decretou o plano de iguais, que determinava a proclamação da independência e a igualdade de direitos. houve um pequeno período de monarquia e depois uma republica frágil. Houve guerras contra EUA e franca. Com porfirio Diaz (porfiriato) e sua ditadura, a situação em parte se amenizou. houve modernização no setor agrícola, porem a concentração de terras foi inevitável. na revolução mexicana, liberais reivindicavam seus direitos de terra e de voto secreto e liberdade politica. porem, a revolução tomou um caráter popular, e com Emílio Zapata e pancho Villa, a revolução foi efetivada. Mais tarde haveria a reforma agraria.

Independência brasileira e primeiro reinado
A situação de Portugal no ano de 1806 era delicada, pois decretado o bloqueio continental por Napoleao, a nação lusitana viu-se em apuros, tendo em um lado a invasão francesa se houvesse a desobediência deste bloqueio, e por outro lado a incapacidade de se libertar da Inglaterram economicamente, alem do medo de suas represálias. foi nesta situação que optando pela desobediência a Napoleão, Portugal é atacada e a família real foge para o brasil.
A situação de mudança da família real de Portugal para a colônia agradava a Inglaterra, esperando conseguir aumentar seus lucros com o comercio a esta, e deu apoio total. Ao chegar, D João decretou a abertura dos portos paras as nações amigas (1808), e logo mais, em 1810, os tratados de aliança\amizade e comercio\navegação, tratados estes que determinava menores taxas alfandegárias para a Inglaterra. Estas praticas, em teoria, acabavam com o pacto colonial e introduziam a pratica do livre comercio na colônia. Logo depois d João permitiria a criação de manufaturas na colônia, fato que ocorreu com pouca forca, uma vez que haviam produtos baratos e de qualidade vindos da Inglaterra. Em atitudes externa, d João concretizou uma guerra contra a França e tomou a Guiana francesa, em 1809, mais como interesse inglês do que propriamente português.
a Inglaterra neste momento tinha um grande domínio sobre o brasil e sobre Portugal. Tinham direito de serem julgados com leis da Inglaterra e começaram a integrar-se à política. Queriam acabar com o trafico negreiro. Houve forte resistência portuguesa, que não desejava que a Inglaterra tivesse poder sobre Portugal e brasil.
Mais tarde, d João anexaria a província cisplatina a seus domínios, mesmo indo contra a Inglaterra.
com o advento da perda do poder napoleônico na Europa, houve a formação do congresso de Viena, que determinou que d João voltasse a Portugal para reinar em seu pais. Com isso, o rei determina o brasil como reino unido a Portugal e Algarves, tornando o brasil parte do reino de Portugal e tendo o direito de continuar por aQui.
no período de chegada da família real houve consideráveis mudanças no âmbito cultural, como por exemplo a criação de universidade de medicina, a fundação da academia de belas-artes, a criação da biblioteca e a circulacao de jornais.


d João seria proclamado rei quando sua mãe morresse, em 1818, enquanto Portugal passava por dificuldades em vários âmbitos, como por exemplo no político, pois estava sendo governada no momento por beresford, comandante da tropas inglesas. Esta situação causou descontentamento da população. Em 1820, a guarnição portuguesa se rebelou contra a Inglaterra e constituíram um governo provisório (revolucao do Porto), para determinar uma monarquia constitucional e uma nova constituição. Esta revolução tinha caráter iluminista. Porem, com o tempo, as cortes portuguesas começaram a discutir o assunto e percebeu-se que nada novo poderia ser feito para o brasil. Determinaram o fim do monopólio comercial e ordenaram que d João voltasse para Portugal. Ele foi, deixando em seu lugar d Pedro como príncipe regente. Subordinaram a política brasileira totalmente à Portugal, além de fazer pressão para a volta do príncipe regente, para que pudessem verdadeiramente recolonizar o brasil e "terminar sua educação". Porem, estas ideias só trouxeram mais ânsia da independência desejada contra os lusitanos pelos brasileiros.

neste momento organizaram-se três vertentes políticas no brasil:
- partido português - era destinado a quem queria a volta do brasil a situação de colônia. Era representado por comerciantes portugueses e militares.
- partido brasileiro - manutenção do brasil como reino de Portugal, tendo um só monarca, mas administrações políticas separadas. Participavam os grandes proprietários rurais, comerciantes brasileiros e estrangeiros.
- implantação da republica no brasil, com imediata independência, defendida por doutores e informados e pela camada mais baixa da sociedade. Além disso, teve apoio dos jornais, que criticavam duramente o colonialismo português.

Com o tempo e a imposição de volta ao estado de colônia pelo brasil, o terceiro partido se uniria ao segundo. neste momento a defessa era a de uma monarquia constitucional.

Com a maior pressão de Portugal para a volta de d Pedro, fez-se um abaixo assinado que pretendia faze-lo permanecer no brasil. No começo do ano de 1822 ele diria que ficaria no Brasil. Logo após, algumas atitudes foram tomadas por d Pedro:
- criou um ministério apenas brasileiro, demitindo os portugueses.
- houve a convocação dos produtores da província do brasil, para assessorar d Pedro
- declarou que nenhuma ordem seria cumprida sem o cumpra-se de d Pedro.
-criação de uma assembléia para determinar uma nova constituição

com um ultimo aviso de Portugal, d Pedro decreta a independência brasileira. Porem, esta manteve todas as estruturas antigas (escravocrata, latifundiária e dependente da economia externa da Inglaterra principalmente).


d Pedro é proclamado imperador constitucional do brasil, que é independente agora, mas precisava-se ainda ter a legitimidade desta independência por parte de outras nações. Porem, antes mesmo de existir uma constituição, d Pedro foi eleito como imperador constitucional, fato de contradição, que levaria a sua abdicação. Ou seja, como imperador ele decretaria o que lhe fosse aprazível.

Pagando uma taxa de 2 milhões de libras, a ex-colônia pode ser dita como livre de Portugal. A Inglaterra aceitou a independência depois do tratado que deixava ainda as taxas baixas, que causaram problemas financeiros aos brasileiros, uma vez que os impostos alfandegários eram uma grande fonte de renda aos brasileiros

a assembléia constituinte se formou e o domínio do partido brasileiro foi desrespeitado por d Pedro, que não querendo ter seus poderes limitados pela constituição da mandioca (voto censitário, supremacia do Parlamento e apenas liberdade econômica), decretou o fim desta assembléia constituinte na conhecida "noite da agonia" e nomeou o conselho do Estado para outorgar (impor) sua própria lei. Esta nova lei determinava o voto censitário e aberto, a eleição em duas etapas, a supremacia católica e a política de quatro poderes, sendo o imperador o mais importante de todos (o moderador), que tinha o poder de veto a decisões.

Muitos brasileiros se descontentaram com a imposição do poder de d Pedro contra a constituição de 1823 e começaram a confederação do equador. Em Pernambuco, eles decretariam uma republica, tendo a associação e apoio de estados vizinhos. mas o movimento não se completou e após um tempo, Portugal desbaratou a "confusão" e muito dos comandantes foram mortos, entre eles o saudoso Frei Caneca.

Os problemas começariam logo a seguir:
- d João morre e d Pedro dá o trono para sua filha menor de idade, sendo governada Portugal portanto pelo irmão de d Pedro, que tomou o poder como rei, gerando uma tensão muito grande entre os dois
- a crise econômica cada vez mais piorava, tendo começado quando d João levou todo o dinheiro o brasil com ele à Portugal, necessitando-se de empréstimos ingleses. Os gastos com importação só aumentavam e o lucro das exportações diminuía gradativamente. Há a falência do banco do brasil. Os produtos que o Brasil exportava começam a sofrer crise no mercado internacional.
- a sangrenta repressão da confederação do equador, alem dos gastos com a guerra contra da cisplatina.
- assassinato de Líbero Badaró , sendo acusado d Pedro de mando
- a noite das garrafadas, onde uma confusão no rio de janeiro entre guardas (monarquistas) e estudantes (contra-monarquistas)causaria grandes estrago.

no fim, d Pedro estava sem apoio e decide abdicar do trono e põem em seu lugar seu filho, Pedro de Alcântara, com 5 anos de idade.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Theodore adorno - industria cultural e sociedade

Theodor Ludwig Wiesengrund-Adorno (Frankfurt, 11 de setembro de 1903 — Visp (Suíça), 6 de agosto de 1969) é um dos críticos mais severos da sociedade massificada contemporânea. Um dos aspectos por ele abordado em sua crítica é a técnica. Para isso, faz a distinção entre o significado de técnica na obra de arte e na indústria cultural.
- Para ele, na obra de arte encontra-se o sentido mais próprio do termo. Mas, para que se possa compreender melhor o seu pensamento, mister se faz preliminarmente esclarecer, ainda que brevemente, algumas questões de fundo.
- O grande problema evidenciado pelo autor é a cultura de massa, produto da industrial cultural e não produto da própria massa como pretendem os seus defensores.
- a cultura é imposta pelos meios de comunicação, de cima para baixo, como forma de escoamento dos produtos industrializados.
- A “Arte superior”, segundo Adorno, é aquela não ditada pela indústria, é a que é produzia com maestria e liberdade de criação pelo artista, é a arte autêntica. A indústria cultural, por sua vez, produz a arte massificante, voltada apenas para os interesses comerciais.
- deve-se compreender o sentido originário da técnica “enquanto qualquer coisa determinada intra-esteticamente”, ao passo que na indústria cultura, refere-se ao “desenvolvimento exterior às obras de arte.”
- enquanto no sentido originário a técnica está ligada à arte de bem fazer, na indústria cultural está ligada à arte de bem vender.
- o homem perde a sua condição de ser pensante e assume definitivamente o papel de consumidor.
- o capitalismo tem suas raízes no iluminismo, que pretendia a libertação do homem de todos os seus medos e mitos, mas, ao contrário, os caminhos percorridos acabaram resultando na subjugação solapante do homem frente à máquina, ou mais propriamente, à técnica, no sentido desvirtuado pela industrial cultural, que “impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente”. (T. Adorno, Indústria Cultural)
- O progresso da técnica, como bem lembra Adorno, no texto Indústria Cultural, destrói a autonomia dos indivíduos, “mas, diz, estes constituem, contudo, a condição prévia de uma sociedade democrática, que não se poderia salvaguardar e desabrochar senão através de homens não tutelados.”
- Nesse ponto, outra questão merece atenção. A condição para uma sociedade democrática é, sem dúvida, homens livres, mas promovem a destruição do homem, que, em face do “progresso” cultural, não encontra tempo nem espaço para pensar, para refletir, para tomar consciência da situação.
-É preciso dar ao homem condições para que pense a sociedade em que vive, para que reflita e se posicione diante da indústria cultural que o ameaça de extinção.

Conceitos de mimesis e katarse

Aristóteles utiliza termos mimesis e katarse com sentidos inteiramente diversos de Platão. Em Platão, as artes condenáveis são aquelas reguladas pela mimesis, e a mimesis é entendida como imitação. Uma poesia, para Platão, é mimesis. O poeta representa o mundo sensível, que por sua vez é cópia da Idéia imutável, que constitui a realidade. Ou seja, a copia do mundo das ideias, que já é imperfeita, teria seu grau de imperfeição aumentado ao ser "copiada" novamente no engenho da arte.

-É pois a tragédia imitação de um caráter elevado, completa  e de certa extensão, em linguagem ornamentada e com as várias espécies de ornamento distribuídas pelas diversas partes do drama, imitação que se efetua não por narrativa, mas mediante atores, e que suscitando o terror e a piedade, tem por efeito a purificação destas emoções".

- A poesia é, então, imitação. Mas a imitação pode imitar homens melhores ou piores. A imitação de homens melhores resulta na tragédia, e a imitação de homens piores resulta na comédia. O ato de imitar, para Aristóteles, é congênito ao homem, juntamente  com a harmonia e o ritmo. Este caráter inato e muitas vezes até mesmo inconsciente da atividade imitativa é mais uma mostra da nobreza que ela adquire na teoria aristotélica.
- O imitar aristotélico das ações é uma criação, pois resgata o mundo nos mesmos moldes pelos quais ele se produz, e isto se dá pelo intermédio do próprio mundo.
A mimesis é, para Aristóteles, portanto ativa e criativa.

- A catarse é um efeito suscitado pela tragédia no público. Os atores, que imitam ações, na catástrofe final com que terminam as peças trágicas, suscitam no público terror e piedade, visando a catarse destas emoções.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Industria cultural

    Com o advento da tecnologia moderna da indústria cultural, a manipulação de massas expandiu seus horizontes e assumiu uma postura mais eficaz. A globalização deveria juntar homens de todo o planeta, em um só paradigma humanitário e embasado em valores morais. Mas com a atual tendência capitalista e monetária nós temos em nosso objetivo comum o simples prazer ao bem material.

    A indústria cultural é atualmente o principal veículo de manipulação de massa, e os jovens não estão protegidos desta realidade, pois eles também estão imersos nessa sociedade capitalista e são cotidianamente influenciados por fenômenos midiáticos. Mas até que ponto a indústria cultural pode ser uma causa ao consumismo?

    Em todo momento pensamos em comprar algo novo, temos esse objetivo em mente e às vezes nem sabemos a real necessidade que aquele produto que tanto desejamos, tem de verdade. O desejo de possuir se torna grande, somos seduzidos a todo o instante por corporações altamente eficazes em subliminar nossos desejos em produtos específicos através de propagandas na mídia.

    A imagem também objeto de consumo dessa indústria, acaba vendida pela mídia, em uma corpolatria desenfreada. O corpo perfeito é considerado um bem material e é vendido e tratado como mercadoria. Antes, era uma busca com um objetivo saudável e hoje é um status social. Agora que é seduzido pela mídia, o corpo é negligenciado e violentado, transformando-se de forma não natural e superficial.

    Este estudo, de natureza qualitativa, teve por objetivo analisar os principais fatores que norteiam o cenário da indústria cultural que embasa o consumismo entre 21 jovens e o papel desencadeado pela escola quanto a isso. A pesquisada foi desenvolvida no Colégio de Aplicação Paulo Gissoni, na cidade de Rio de Janeiro.

O consumo e a indústria cultural

    A partir do capitalismo tem-se desenvolvido na sociedade uma dependência de necessidades materiais sem fim que levam a chamada sociedade de consumo. O desejo pelo material acaba por ser descontrolado e vai além de consumir o necessário.

    Em nossa sociedade, é preciso ter dinheiro para suprir as necessidades humanas e os caprichos culturais. Eu só posso amar e ser amado se tiver dinheiro. Todas as atividades humanas estão subordinadas ao tempo, que por sua vez depende do dinheiro. Cada segundo vale dinheiro. Nem mesmo água é gratuita. (BIRO, s/d, p. 01).

    Esse fenômeno de descontrole se tornou uma condição humana comum a nossa sociedade. Somos capitalistas em uma sociedade que cultua os valores materiais e por isso chega a menosprezar os demais valores. Em algumas situações prezam-se mais os bens materiais ao bem humano.

    Segundo Mancebo (2002), a diferença entre o consumismo dos séculos anteriores e desta geração é que, antes se consumia para viver, hoje, vive-se para consumir. O ser operário-consumidor não conhece outro estímulo a não ser o estigma do culto ao bem material, seguindo assim uma servidão que é explorada nos mais diversos níveis pela indústria cultural.

    Enquanto os pais são manipulados por essa indústria, os filhos, os jovens, também se vêem na mesma situação. A crise de identidade dos jovens é um alvo bem específico para a indústria cultural que se beneficia da falta de conhecimento da dimensão da subjetividade coorporativa da parte desses jovens que alienados se tornam vítimas perfeitas de um plano maior da sociedade manipulativa.

    A valoração de bens é altamente aproveitada pela indústria cultural que visa o lucro acima de tudo. Temos que adquirir, comprar: ter e reter são os mais importantes objetivos de vida. E como ainda por cima não sabemos lidar com as frustrações oriundas do fato de não podermos ter tudo o que se desejamos, as emoções extravasam em mais consumo, em uma catarse de consumismo. Colocamos nessa necessidade material todo o nosso caminho para felicidade. Nossa realização depende de consumo, a falta de limites de nossos atos é vistos em nossa desarmonia e falta de paz. O homem perde a interiorização e deposita toda a energia voltada para essa busca da felicidade nesse consumismo exacerbado.

    A maneira como são fornecidos os produtos ao consumidor se faz de forma a criar situações onde seja aproveitada a fragilidade emocional do consumidor alvo. É sugestionável e subjetivo, e por isso, aproveitando-se da alienação do público torna-se eficiente em sua manipulação através de subterfúgios psicológicos profundamente estudados e altamente eficientes em seus métodos.

    Esta cultura de consumo engloba todas as faixas etárias, atingindo principalmente aos jovens, pois a sociedade atual é consumista e a juventude é consumidora em potencial.

    Segundo Guaratto (2010), o estudo da Kantar Worldpanel, divulgado em 2010, a empresa de pesquisas de consumo domiciliar aponta que os adolescentes aumentam os gastos familiares em até 5% acima do ganho mensal familiar.

    Os famosos desejos de consumo dos adolescentes que levam ao aumento deste percentual de gastos incluem: compras de roupas, sapatos, eletrônicos, lanches, saídas para cinema ou balada, entre outros. A sobrecarga de orçamento familiar também se deve aos pedidos cedidos pelos pais, já que o dinheiro, muitas vezes, é advindo dos mesmos ou parentes quando o adolescente ainda não tem um emprego.

    A sociedade impõe e a indústria explora o fato de os adolescentes necessitarem de criar uma personalidade que se encaixe no grupo social em que vivem, e que a fim de se adequar são pressionados para o consumo se deixando levar por tal.

    Para Adorno (2009) a relação entre indústria cultural e consumismo está na alienação e na falta de consciência, e única forma de se manter livre dessa influência é através do conhecimento.

    A atrofia da imaginação e da espontaneidade do consumidor cultural de hoje não tem necessidade de ser explicada em termos psicológicos. Os próprios produtos, desde o mais típico, o filme sonoro, paralisam aquelas capacidades pela sua própria constituição objetiva. (ADORNO, 2009, p. 16).

    Com a exposição excessiva à mídia nossos jovens ficam à margem do pensamento livre, de sua autonomia e criatividade, tornando-se condicionado ao pensamento induzido, que usurpa o seu livre arbítrio e o aliena e o castra. O se apesar de ainda sociável, é agora fruto de uma massificação social.

    "A indústria cultural finalmente absolutiza a imitação. Reduzida a puro estilo, trai o seu segredo: a obediência à hierarquia social" (ADORNO, 2009, p. 22).

    Com uma cultura vigente altamente capitalista e manipuladora, os jovens ficam fortemente suscetíveis à indução, e embora ainda em estado de socialização e sem a sua maior idade legal, já assumem uma posição de escolha, apesar de muitas vezes incapazes de ter consciência sobre essa manipulação cultural e ainda faltando-lhes em alguns casos uma forte base moral familiar. Nessa idade eles ainda são fortemente sugestionáveis e frágeis, pois sua identidade ainda em construção, não está totalmente fortalecida e é passível de controle.

briofitas

Briófitas
Ficha 1
O reino vegetal é constituido de seres autótrofos, multicelulares, e com tecidos bem diferenciados
As plantas surgiram a pouco mais de 500 milhoes de anos, com a migração de algas do mar à terra. Isso deveu-se a certa vantagem da terra em relacao ao mar, como por exemplo: mais luz solar, maior circulação de gases e menos competidores em relacao ao alimento.
As plantas tiveram que se adaptar ao meio terrestre e realizaram algumas mudanças em suas estruturas: desenvolvimento de raízes (absorção de água e nutrientes), revestimento nas folhas de cutina (evitar perda por transpiração), desenvolvimento de sistemas condutores internos, que permitem o transporte de substancias no interior do organismo. Além disso, foi desenvolvida a lignina, que foi útil no suporte do organismo e houve também o desenvolvimento de novos meios de reprodução. Surgiram estomatos, para facilitar trocas gasosas, e surgiu a semente e fruto.
A) as criptógamas tem esse nome por não terem orgaos reprodutivos evidentes, ou seja, não produzem sementes
B) criptógamas vasculares são aquelas que possuem vasos condutores em seu interior, como exemplo as samabaias. Criptógamas avasculares não possuem Vasos condutores, como exemplo os musgos
C) as divisões no grupo das criptógamas são em 6 pseudogrupos: briófitas (avasculares), pteridófitas, licófitas, artófitas, psilófitas (vasculares)

Ficha 2
As briófitas possuem estruturas especializadas na absorcao da agua e sais minerais do solo, os rizóides. Porém, por não possuírem vasos condutores, são de pequeno porte
Musgos são plantas de pequeno porte, com caráter um pouco aveludado, que vivem em locais úmidos. Hepáticas são briófitas com talo em forma de fígado, que vivem tambem em ambientes úmidos
A Reproducao assexuada em algumas hepáticas acontece da seguinte maneira: em seu talo, forma-se conceptáculos, onde se formam propágulos, que soltos formarao novas plantas.
Os musgos possuem alternância de gerações pois apresentam geração haplóide (gametofítica) e geração diploide (esporófitica). sua reproducao sexuada ocorre da seguinte maneira: os musgos masculinos formam em seu ápice uma taça folhosa que possui anterídeos, onde se formam os anterozóides (gametas masculinos). Os musgos femininos contem estruturas nos topos de taças folhosas em formam de garrafa, denominadas arqueogônios, onde se forma apenas uma oosfera (gameta feminino). Quando há muita umidade ou chuva, os anterozóides podem ser pegos por uma gota e ser lançados no arqueogônios, onde nadarao até a oosfera. Origina-se um zigoto e logo depois um esporófito 2n (plantinha), que é dependente do gametófito e possui uma cabeça com tampa (calistra), onde serão feitos os esporos. São formados esporos por meiose, que liberados e atingindo local adequado formarao um protonema (filamento multicelular), que formará um novo musgo.


01. (FUVEST) Com relação à conquista do meio terrestre, alguns autores dizem que as briófitas são os anfíbios do mundo vegetal. Justifique essa analogia.

02. (UNICAMP-SP) A Mata Atlântica é um ambiente bastante úmido. Nesse ambiente, é comum encontrar diversos tipos de plantas verdes, de pequeno porte (alguns centímetros), crescendo sobre troncos e ramos de árvores, bem como recobrindo certas áreas na superfície do solo. A reprodução destas plantas não ocorreu por meio de flores, mas no seu ciclo há gametas envolvidos.

Que plantas são essas?
b) Qual o fator que delimita o seu tamanho?
c) Qual é a fase transitória do seu ciclo reprodutivo?

03. (FUVEST) Num filme ficção científica havia musgos gigantes, do tamanho de coqueiros. Qual sistema, ausente nos musgos reais, deveria estar presente nos gigantes para que eles atingissem tam tamanho? Por que?


Gabarito

1- Assim como os anfíbios, estas plantas dependem de água para fecundação. Vivem, na maioria das vezes, na água doce e ambiente terrestre úmido sombreado.Anfíbios, como os sapos, pererecas e rãs necessitam viver próximo da água devido a sua respiração cutânea. Assim como as briófitas também vivem em locais úmidos devido o fato de não possuírem vasos condutores de seiva.
2- a) Essas plantas são as briófitas.
b) O fator limitante do seu tamanho é a ausência de vasos condutores de seiva.c) A fase transitória do ciclo das briófitas é o esporófito.
3- O sistema ausente nos musgos reais e presentes nos gigantes é o sistema condutor de seiva (xilema e floema). Sem o sistema de vasos condutores o transporte tem de ser feito por difusão de célula para célula, um processo lento e incapaz de levar os nutrientes com velocidade suficiente para atender às células distantes do solo.